O verdicto do caso contra a Microsoft que se arrasta desde há anos deverá ser conhecido amanhã. Esse processo baseia-se em práticas abusivo do monopólio no mercado e medidas desleais contra a concorrência.
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Rumores após a reunião de ontem dos 15 representantes dos Estados-membros, indicam que a multa a aplicar à Microsoft será de 497 milhões de €. Se isso se verificar, será a maior até à data aplicada pela Comissão Europeia aplicado a uma única empresa por violação das leis do mercado vigentes no espaço europeu.
Segundo a regras na qual a comissão europeia se rege, é possível aplicar sanção que vai até aos 10% das receitas verificadas nesse ano. Medida essa que a Comissão Europeia nunca aplicou em toda a sua extensão. A Roche Holding foi multada em 462 milhões de €, a maior multa aplicada até agora, situa-se abaixo dos 2%.
Para além da multa que lhe será aplicada, a Microsoft terá que revelar mais código fonte aos seus rivais no mercado dos servidores, e a produzir uma versão do seu sistema operativo Windows sem a aplicação Windows Media Player, facilitando assim a integração de produtos concorrentes a essa aplicação.
Para a empresa americana sediada em Redmond, a multa "é injustificada porque se deve à incapacidade de entendimento apenas em relação a um dos problemas, quando todos os outros ficaram resolvidos", afirmou Lou Gellos. "A confirmar-se a decisão recorreremos sem dúvida à justiça europeia", garantiu.
Com isso, refere-se ao facto da Microsoft ir recorrer para o Tribunal Europeu de Justiça afirmando que as partes (a Microsoft e Comissão Europeia) já tinham chegado a acordo na maioria dos assuntos pendentes.
Amanhã será o dia da certeza e da justiça (ou talvés não), de um caso que ainda promete arrastar-se por muito tempo.