abril 06, 2004

China, Coreio do Sul e Japão parceiros para Open Source

A alguns meses atrás, em Setembro do ano passado, a China, a Correia do Sul e o Japão iniciaram negociações para a produção conjunta de software, e mais especificamente de sistemas operativos, Open-Source (open-source significa que o código das aplicações se encontra disponível para ser visto por quem assim o pretender). O principal objectivo seria de produzir sistemas operativos usando fundos públicos reduzindo a dependência desses pais por software da Microsoft e desenvolvendo uma forte indústria nessa área.

Nessa altura, a Microsoft criticou o favorecimente desses pais a soluções que não fossem da Microsoft, iniciando um programa onde foi permitido à China analizar o código-fonte do sistema operativo Windows, de modo a que podesses analisar e constatar que o seu sistema operativo é tão seguro quanto os da concorrência. Um feito raro visto que a Microsoft tenta a todo custo manter em segredo o seu precioso código (por vezes sem sucesso).

Porém, essas medidas da Microsoft não impediram que as negociações chegassem a bom termo. Esse fim de semana, foi assinado em Pequim um acordo entre esses 3 paises, num encontro onde se reuniram várias entidades governamentais e da indústria.
Num comunicado, do Ministério da Informação e da Comunicação da Coreia do Sul, os três países concordaram na permuta de resultados de investigação no desenvolvimento de sistemas operativos alternativos, assim como na criação de plataformas compatíveis.
Com o acordo entre esses paises asiáticos será possivel possivel criar uma forte interligação entre os governos, empresas e utilizadores, o que poderá passar por exemplo, pela criação de foruns internacionais especializados.

Aproveitando esse encontro asiático, as empresas mais influentes asiáticas Red Flag Linux e Miracle Linux aproveitaram para mostrar os seus avanços na área do software open-source e consequentemente, do desenvolvimento do "Asianux", que será criado por empresas privadas mas com fundos públicos.

No meio de isso tudo, a Microsoft ainda não se pronunciou, mas é de esperar que se posicionam contra essa desição que os desfavorece e que, tal como já o disseram atriormente, estão a competir desigualemente já que os governos desses paises apoioram uma solução que não passava pela Microsoft. Porém, não me recordo de se senirem revoltados quando foram eles os beneficiados.

Publicado por whispsil em abril 6, 2004 07:28 PM
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